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De Sedentário a Maratonista

A motivação também se treina!

Seg | 01.06.15

Comida para maratonas

José Guimarães

Aproxima-se a temporada de maratonas. Praticamente 1 ano depois de ter corrido a minha segunda maratona de estrada, a minha mulher vai correr a sua primeira maratona. E com ela vão mais dois amigos, que estão a treinar afincadamente para isso.

 

Apesar das mazelas dessa minha segunda experiência em estrada (até porque foi praticamente 1 mês depois de ter regressado do UTMB), não posso dizer que tenha corrido mal. Corri a um ritmo relativamente estável do início ao fim (vejam o registo no Strava), não perdi tempo nos postos de abastecimento e, tirando um ou outro pormenor, fiz tudo o que em consciência devia ter feito para que esta maratona me corresse bem.

 

Além da preparação física necessária para enfrentar uma prova desta natureza, uma das coisas que tornou possível não ter quebras ao longo do percurso da prova foi - claramente - uma hidratação e alimentação corretas.

 

Não, também não senti a famosa "parede" aos 32 kms. E digo-vos já que nunca a senti em nenhuma das maratonas que fiz até hoje. Talvez porque, regra geral, tenha sempre optado por ser mais conservador no que diz respeito à hidratação e alimentação durante as provas. Para esta maratona optei por levar o meu cinto de hidratação, com duas garrafinhas cheias de Gold Drink, que ia bebendo mais ou menos de 20 em 20 minutos. O objetivo era que, intercalando com a água disponível nos muitos postos de abastecimento existentes ao longo do percurso, a minha bebida isotónica durasse até ao final da prova. E assim foi. Presos ao cinto levei também 3 bisnagas de gel e uma barra energética. O gel seria para tomar mais ou menos aos 10 kms, à passagem na meia maratona e aos 35 kms. A barra seria para comer um pouco depois da passagem na meia maratona, digamos aos 30 kms.

 

Acredito que planear corretamente o que se bebe e o que se come, não só durante a prova, mas também nos dias antes faz toda a diferença na forma como a mesma se desenrola.

 

Farto-me de ouvir pessoas a queixarem-se da "parede", de fadiga, de cãibras e outros males que felizmente nunca experimentei. Talvez porque, como já disse, em vez de arriscar, opto na maior parte das vezes por ser conservador quando faço o planeamento da hidratação e alimentação durante as provas.

 

E vocês, costumam planear o que comem e bebem durante uma prova?