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De Sedentário a Maratonista

A motivação também se treina!

Qua | 30.05.12

4 estratégias simples para acabar com a adição do açúcar

José Guimarães
Como esta noite fiquei a trabalhar em frente ao computador até tarde, era inevitável mais cedo ou mais tarde ver-me a braços com uma crise de fome, o que aconteceu lá pelas 2 horas da manhã. Não sei se foi do treino de natação e de corrida de hoje, mas o que é certo é que tive mais do que simples fome, senti aquela vontade de comer bolachas, gelado, ou uma sobremesa daquelas bem doces! Sim, o que senti foi pura vontade de doces, fome de açúcar! Mas porque é que isso nos acontece, às vezes de forma tão intensa? E porque é que é tão difícil simplesmente ignorá-la? A resposta pode ser encontrada se prestarmos atenção à nossa biologia. Biológicamente falando Em 2007, um estudo verificou que dando a possibilidade de escolha entre água com açúcar e cocaína a um grupo de ratos de laboratório, estes escolhiam sempre a água com açúcar. Não importa se o açúcar era natural ou artificial. Surpreendentemente, mesmo quando os cientistas aumentavam a dose de cocaína, os ratos continuavam a escolher a água com açúcar. Que conclusão podemos tirar desta experiência? Que somos hipersensíveis ao açúcar. Quando os receptores no nosso cérebro são super-estimulados por dietas ricas em açúcar, este facilmente se sobrepõe aos nossos mecanismos de auto-controlo. Depois daquela primeira dentada num brownie ou num gelado, trava-se uma autêntica batalha que nos cabe a nós próprios bloquear. Porque o nosso cérebro está literalmente a dizer-nos para comer mais. As 4 dicas Então se o açúcar se sobrepõe assim tão facilmente ao nosso auto-controlo, o que é que podemos fazer que nos permita trabalhar o desejo natural por açúcar?
  1. Comer suficientes alimentos baixos em teor de açúcar. Quando não ingerimos suficientes alimentos baixos em açúcar durante o dia, o nosso corpo exige naturalmente calorias. E quais são os alimentos que o nosso corpo sabe que têm calorias? Exacto, os doces. Ingerir quantidades suficientes de alimentos baixos em açúcar é a forma mais simples e rápida para reduzir a adição. Quando se vir a braços com esta situação, tente recordar-se se comeu o suficiente durante o dia. Falhou o pequeno-almoço? Só conseguiu comer um pequeno lanche? Ingira alimentos como peixe, vegetais e outros verdes, cereais sem glúten como quinoa e millet, gorduras saudáveis, como abacate e coco. Ingerir quantidades suficientes deste tipo de alimentos na dieta diária é o suficiente para cortar o seu apetite por açúcar.Dica: tome um sumo verde assim que chegar a casa do trabalho, por forma a iludir o apetite por comida pouco saudável.
  2. Hidratação. O apetite pelo açúcar aparece muitas vezes por causa da desidratação. Assim que sentir o apelo pelo açúcar, beba antes de mais uns copos de água. Um bom hábito é começar o dia bebendo água e um batido natural ao pequeno-almoço. Esta prática vai hidratar todo o sistema, dar ao seu corpo nutrientes facilmente digeríveis e prepará-lo para uma alimentação saudável para o resto do dia. Dica: tente incluir 2 litros de água no seu regime diário.
  3. Comer fruta, ou um pouco de mel, ou outros adoçantes naturais, como stevia. Quando desejamos alguma coisa doce, a fruta é um bom alimento. A stevia é uma planta com folhas doces e que é frequentemente utilizada pelo baixo nível de carbohidratos, baixo nível glicémico de açúcar e pode-se adicionar aos chás, smoothies ou sobremesas. É importante fazer um comprometimento de, por exemplo, tentar comer fruta ou stevia, durante duas semanas. Poderá ser muito mais difícil reduzir o açúcar nos restaurantes ou cafés, portanto torna-se muito importante este comprometimento em casa.
  4. Tomar um probiótico diário. Quando as bactérias intestinais estão fora de controle, queremos açúcar. Os probióticos ajudam a restabelecer a flora intestinal e a recuperar o equilíbrio. Ajudam a recuperar as bactérias boas e a deixar de fora as bactérias más e fungos.
É importante lembrarmo-nos que o nosso corpo é naturalmente hipersensível ao açúcar. Não adianta combatê-lo, mas sim trabalhar com ele e adoptar algumas estratégias importantes na nossa vida, mais do que somente contar com a força de vontade.