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De Sedentário a Maratonista

A motivação também se treina!

28.Out.16

Obrigado Migalha

Não foi pelo que correste. Corrias muito. Certamente mais do que alguma vez eu julguei que irias conseguir. Corrias tanto que até ganhaste uma medalha! Subestimei-te. Claramente subestimei-te. Mas não foi só nisto.

Não foi só nas corridas que julguei que não irias ser mais do que um cão. Um animal de companhia. Subestimei-te até ao momento que te trouxemos para casa. Desde aquele dia em que te peguei ao colo e te senti, percebi que ias ser muito mais do que aquilo que pensava que ias ser. E foste bem mais do que isso. Ainda bem.

Foste um membro da nossa família. Soubeste ser quem mais dava e menos esperava em troca. Esperavas tão simplesmente a nossa companhia. O prazer de estar com quem se gosta. Simplesmente estar. E a certa altura ficámos todos dependentes de ti. De ti e desse teu Amor incondicional.

Não estávamos era preparados para que desaparecesses assim tão de repente. Nunca se está. Muito menos assim. Mas temos que aceitar as coisas como são. E apesar de tudo, o que nos ensinaste em tão pouco tempo vai certamente durar por toda a nossa vida. Porque são coisas grandes. Ensinamentos grandes. São grandes de tão simples e pequeninos e Migalhas que eles são.

Obrigado por teres entrado na nossa vida por um motivo. Obrigado por nos fazeres ver (no meu caso particular, uma vez mais) que tudo o resto é efémero e o que conta - afinal - é o que fica. E o que fica não se vê. O que fica, o essencial, sente-se a cada dia que abrimos os olhos e sabemos agradecer por tudo aquilo que temos.

Obrigado.
26.Out.16

"Só sei que nada sei!"

"Só sei que nada sei" é uma famosa frase atribuída ao filósofo grego Sócrates, que significa um reconhecimento da própria ignorância da parte do autor. É a frase perfeita para descrever a experiência por que passei no teste que fiz no GFD - Gabinete de Fisioterapia e Desporto. Este teste poderá parecer semelhante a muitos outros, pois corremos numa passadeira e no final é analisada a nossa forma de correr. Mas este vem com algo mais à mistura. O problema que me levou a fazer este teste está relacionado com a segunda fasceíte plantar que contraí desde que comecei a correr. A primeira vez foi no pé esquerdo e, desta vez, no pé direito, que já dura há tempo demais, mas felizmente está em fase final de tratamento. E se tratar do problema é a prioridade, mais importante será perceber a origem deste problema recorrente. E aqui sim, foi onde encontrei a diferenciação entre este e outros testes que já pude experimentar, pois o caminho da origem ao tratamento pode ser simples e direto, ou então mais complexo do que se podia pensar. Num teste que fiz há algum tempo atrás, já tinha percebido que a minha forma de correr não era a mais correta. A excessiva "pronação" dos meus pés faz com que exista uma tendência para os joelhos fecharem um pouco a cada passada, levando a que a minha anca descaia um pouco, quer para um lado, quer para o outro. Além disto, tenho feito um esforço consciente para evitar que os calcanhares batam no chão, mas pelos vistos não tenho sido tão eficaz como julgava. Porquê? Antes de mais, o teste que fiz agora no GFD analisa não só a nossa forma de correr propriamente dita, mas também o tempo que cada pé está em contacto com o solo, o tempo que cada pé passa no ar, bem como as diferenças entre a passada com pé direito e pé esquerdo. Nesta última vertente, aqui o rapaz até está bem equilibrado. A diferença entre o tempo de contacto ao solo do pé direito para o esquerdo é de apenas 2%. Mas há alguma coisa a melhorar no tempo total de contacto com o solo, já que os meus pés passam 40% do tempo no chão em cada passada. Ora este tempo deveria idealmente ser reduzido para perto dos 20%, o que se iria traduzir num menor impacto (logo menor atrito), maior tempo de vôo e uma corrida em geral mais eficiente. Uma espécie de "voar baixinho". Neste caso, isto traduz-se é em em trabalho para casa. Adicionalmente, uma análise pormenorizada não só ao écran do computador mas diretamente à minha corrida na passadeira, a cerca de 5'/km, permitiu ver que a minha amplitude da passada também tem que ser encurtada, já que os pés ainda vão buscar a passada um pouco à frente da linha da anca (ponto de contacto com o solo) e a falta de flexibilidade na extensão da coxa faz com que o impulso seja ineficaz. O que há a fazer? Alguns exercícios diários, para melhorar a amplitude e a mobilidade da articulação coxo-femural, bem como muito trabalho de corrida consciente. Consciente do que faço e principalmente como faço. E não estranhem se me começarem a ver a correr com um metrónomo na mão a fazer "TIC TIC TIC" umas 180 vezes por minuto :) Afinal quando pensamos que já sabemos muito, alguém olha para nós e nos mostra que - afinal - ainda temos muito para aprender!
10.Out.16

Correr!

Correr! "Deslocar-se rapidamente, a uma velocidade superior à da marcha" (Infopedia, Dicionário da Língua Portuguesa). Esta é provavelmente a forma de atividade física mais ancestral do Ser Humano. Muito provavelmente era aquilo que separava os nossos antepassados longínquos da opção vida ou morte: correr para fugir de algum animal selvagem, ou correr para conseguir caçar a sua presa e alimentar-se, garantindo a sua subsistência. Correr era assim, há centenas de milhares de anos, algo imprescindível para permitir a evolução da espécie.

Hoje em dia, correr está na moda. E ainda bem. Numa atualidade em que a obesidade é uma das maiores epidemias mundiais, com 38% dos adultos em todo o mundo considerados obesos e onde mais de 80% dos adolescentes não cumprem a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) de praticar 60 minutos de atividade física diária, não só é bom que se corra, como é pena não se correr ainda mais. Mais e melhor.

Mas todos sabemos que correr implica mais do que deslocarmo-nos para a frente rapidamente. No dia a dia de cada um de nós, rapidamente é palavra de ordem para quase tudo o que fazemos. Tudo passa num abrir e fechar de olhos e sentimo-nos como se não tivessemos tempo para nada. E, como se não bastasse, somos constantemente "bombardeados" com promessas de saúde num frasco de comprimidos e um corpo instantaneamente bonito e esbelto num abrir e fechar de olhos. E quando não resulta, a culpa é sempre das calorias a mais.

Faltará parar um momento e pensar por nós próprios no que, de facto, teremos não a mais, mas demais, ou aquilo que nos faz falta. Ao que, a resposta só pode ser muito simples. O que nos faz falta é abrandar um pouco e encontrar espaço na agenda, não para ver aquela série nova, ou ver o que as nossas ligações (ligações é diferente de amigos) andaram a publicar nas redes sociais, mas para nós próprios. E para quem nos rodeia. Faz falta respirar enquanto nos mexemos. Respirar e, porque não, transpirar? Faz parte da condição de se Ser humano. E, por um lado, sentir os benefícios em nós próprios, bem como, por outro, mostrar aos nossos descendentes que, em primeira instância, só dependemos de nós para sermos mais saudáveis, mais capazes, mais felizes.

Felizmente muitos de nós vivemos em sítios em que a prática de exercício físico é facilitada, quer pela localização privilegiada, quer pelas infraestruturas existentes. E felizmente muitos de nós têm amigos que já se reúnem naquele horário especial, para um momento de confraternização, durante um passeio... ou uma corrida.

Na 4RUN queremos ser um ponto de partida para ajudar cada um a encontrar o seu propósito com esta atividade que cada vez tem mais adeptos, que cada vez faz mais pessoas saudáveis e felizes. Na 4RUN queremos ajudar-vos a começar a correr ou, se já correm, ajudar a que corram melhor. Estamos cá para vos ajudar no que for preciso. A porta está aberta. Tanto para dentro, como depois - assim esperamos - para fora!
06.Out.16

Corrida Mover assinala o Dia Mundial do Doente Reumático

Data: 16 de outubro Local: Em frente ao Centro de Congressos de Lisboa, junto ao rio Tejo A Corrida Mover, organizada pela Sociedade Portuguesa de Reumatologia em parceria com a Liga Portuguesa contra as Doenças Reumáticas e a Associação Portuguesa de Profissionais de Saúde em Reumatologia, vai decorrer no próximo dia 16 de outubro, pelas 10h, em celebração do Dia Mundial do Doente Reumático. Com o objetivo de alertar para a importância de um diagnóstico precoce das doenças reumáticas, que afetam 56% da população portuguesa, a segunda edição desta iniciativa solidária terá duas modalidades: corrida de 10 km e caminhada de 4 km, ambas com partida marcada em frente ao Centro de Congressos de Lisboa, junto ao rio Tejo. Hoje sabe-se que as doenças reumáticas são o primeiro motivo de consulta nos cuidados de saúde primários e que constituem também a principal causa de incapacidade temporária para o trabalho e de reformas antecipadas por doença/invalidez. Têm, por isso, um impacto relevante na saúde pública, com tendência crescente, tendo em conta os atuais estilos de vida e o aumento de longevidade da população. Neste sentido, João Eurico da Fonseca, Presidente da Sociedade Portuguesa de Reumatologia, destaca: “é fundamental divulgar estas doenças, garantindo que os doentes reumáticos possam ser diagnosticados e tratados adequadamente, com benefícios diretos para os cidadãos e ganhos diretos e indiretos para a Sociedade”. No próximo dia, 16 de outubro, a correr ou a andar o importante é… Mover. [button url="http://xistarca.pt/eventos/corrida-mover-2016" target="_blank" color="blue" size="large" border="false" icon=""]INSCRIÇÕES[/button]
04.Out.16

Voltei à escola!

Que me lembre, já não fazia um exame (daqueles da escola) há mais de 19 anos. Tirei o curso de Design e Comunicação na Faculdade de Belas Artes, entre os anos de 1992 e 1997 (sou mesmo velho) e hoje voltei a fazer um exame, desta feita de uma disciplina chamada Biomecânica e Anatomia Funcional. Não, não tem nada a ver com o meu curso anterior. Sim, voltei à escola. Um livro que li há uma série de anos, não sei precisar quantos, trazia uma conclusão interessantíssima, sobre a qual todos devíamos parar para refletir de vez em quando nas nossas vidas. Dizia esse livro que "às vezes andamos tão atentos a olhar para o horizonte à procura de algo, que não vemos que aquilo que procuramos está ali mesmo debaixo do nosso nariz". E foi com esta lição que, feito um verdadeiro John Nash, visionei e entendi tantos que foram os sinais ao longo do meu percurso de vida que me orientavam para este meu lado desportivo. Quando tudo me correu mal há 5 anos atrás, podia ter-me dado para cair numa depressão. Mas em vez disso optei por sair de casa e ir correr. Correu bem! E desde então, ao longo de todo este tempo, foram tantas as leituras que fiz à volta do tema das corridas, dos treinos e da alimentação; foi tanto o interesse e - consequentemente - tantos os artigos partilhados convosco; foram tantos os treinos que fiz e as provas em que participei, os planos de treino que recebi, que fiz, que me pediram para fazer; foram tantas as sugestões e as dicas, os emails para trás e para a frente... Foram tantos os sinais que não foi possível continuar a fazer de conta que não me sinto sempre melhor no desporto e na motivação do que em qualquer outra área da minha vida. Feito isto, decidi entrar de cabeça neste mundo e nesta aventura que é aos 42 anos de idade voltar a estudar. Voltei à universidade para ganhar as bases e as competências para fazer de forma profissional aquilo que até ontem fazia de forma amadora e unicamente baseada na minha experiência, no que sofria na pele e nos conselhos que um pouco por toda a parte ia encontrando. Se corria bem, estava a resultar. Se corria menos bem, significava que estaria a fazer alguma coisa mal. Agora vou perceber melhor o porquê das coisas. Das coisas - claro - do desporto, da atividade física e de uma vida mais saudável. Vou ser técnico de exercício físico. Vou poder ser útil a servir o próximo, de uma forma profissional, na sua saúde e no seu bem estar. Porque não andamos neste mundo para ficarmos parados a dar cabo das nossas vidas, mas sim para a vivermos da forma mais saudável possível. De corpo e alma!