Quando nem tudo corre bem

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Normalmente é sempre uma alegria. A malta corre, salta, vai às provas e aos encontros, treina que se farta! E no final sentimo-nos bem! Ou não. Esta semana passei das piores semanas de treinos dos últimos tempos. A razão? Entre dores e tosses insistentes, alguma coisa correu mal e não me deixou completar a semana como previsto. Estive a tentar perceber o que fiz de errado e até tenho algumas pistas…

Sintoma #1: tosse e rouquidão

Afinal de contas, o que é que não me correu bem esta semana? Foram essencialmente duas coisas: primeiro um ataque de tosse e rouquidão, que me tem afetado logo deste o início da semana. Talvez esteja ligado ao frio e vento forte que estiveram na serra de Sintra na semana passada. Este clima bem servido, acompanhado de uma boa dose de conversa ainda transpirados, enquanto uns e outros nos íamos despedindo… provavelmente deu no que deu. Certo é que esta semana parecia que andava toda a gente doente, com tosses e afins.

Como se não bastasse, em vez de melhorar, a meio da semana o corpo reagiu com febre. Embora pouca, foi o suficiente para reduzir o treino de 4ª feira e não treinar na 5ª feira. E desde então, acompanha-me no dia-a-dia uma tosse seca, irritante e consistente… que não é mais do que isto, mas é o suficiente para não me deixar respirar em condições e (pois!) não correr muito tempo. Na 6ª feira (dia de descanso) não consegui ficar em casa e fui correr para o ginásio, depois de me aconselhar com o António e a Meire, fiz 10 km bem lentos na passadeira.

Sintoma #2: dor na perna

Depois, quer-me cá parecer que me andei a portar mal nos treinos. Desde meio da semana que estou com uma dor “mole” na perna esquerda. Digo “mole” porque não é uma dor aguda (e não encontro melhor adjetivo do que este) e parece aquela dor que nos dá nas canelas, mas interna. Mais do que a dor propriamente dita (que nem é muita), parece que essa zona da perna fica sem forças. E só o sinto quando meto o pé no chão (já estou a ouvir as bocas: “CORRE COM OS PÉS NO AR, ORA ESSA!!!”).

Esta semana aumentaria a quilometragem nos treinos: fiz um total de 95 km na semana passada e esta semana teria de acumular 104 km. Para brincar, experimentei o treino longo de domingo com os meus ténis de baixo perfil, talvez devido ao entusiasmo com que se abordou o tema dos “barefoot” no fim de semana com o Dean Karnazes. Satisfeito com a experiência de domingo, voltei a repeti-la de sorriso no rosto na 2ª feira. E na 3ª começaram os problemas: as dores na canela.

Agora, o que fazer?

Quem me conhece sabe que não me queixo em vão. Hoje tinha 20 km para fazer e queria aproveitar já estar com menos tosse para ir para Monsanto, mas achei por bem ficar-me pelos 10 km. Não deu para mais. E lembrando-me do que eu próprio escrevo por aqui, se não dá, não adianta esforçar. Acreditem que me lembrava desta máxima a cada quilómetro que fazia ou pensava fazer mais.

Não sei se tem a ver com os eventuais abusos a que me expus, mas o que é certo é que esta semana é para embrulhar e esquecer. Esquecer não. Aprender para não repetir a asneira. Agora há que tratar da saúde e esperar melhoras, para aí voltar em força aos treinos. Afinal de contas, há objetivos para cumprir.

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José Guimarães é profissional de Marketing Digital e depois de longos anos sem praticar desporto, descobriu a paixão pela corrida por mero acaso. Estávamos em 2011 quando decidiu criar o site De Sedentário a Maratonista, altura em que treinava para a sua primeira maratona. Depois dessa meta atingida descobriu no Trail Running e nas ultras-distâncias um desporto que nunca mais deixou.

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